Caminhos para a crise #3

“Uma interpretação ‘libertária’ mais sofisticada seguiu seu devido rumo. Ela rejeitava as polaridades de masculino/feminino, Inglaterra/Índia, e em seu lugar apresentava uma série de antíteses mais complexas, masculino ou feminino/androginia, Inglaterra ou Índia/libertação internacional. Essa desconstrução de suas adoradas oposições polares foi de uma só vez o mais terrível medo do colonizador e sua mais profunda necessidade: ‘em vez de tentar redimir sua masculinidade tornando-se adversário dos dominadores segundo as leis preestabelecidas, o colonizado descobrirá um quadro de referência alternativo em que o oprimido não parece fraco e degradado.’ O que leva o indivíduo a ver o código dos dominadores como eticamente inferior, e com essa nova autoconfiança o leva a devolver tal informação de modos tortuosos para os dominadores.” (Declan Kiberd em estudo sobre o Ulysses)

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